Benefícios da dança para idosos

Introdução

    A dança é uma forma de atividade física capaz de gerar uma série de benefícios para a promoção da qualidade de vida dos idosos.

    Entre os idosos a dança é considerada uma atividade física capaz de potencializar socialização, as relações interpessoais e otimizar as atividades de vida diária (Gobbo e Carvalho, 2005).

    O presente estudo tem como objetivo apresentar uma revisão de literatura sobre os benefícios da dança para idosos.

A prática da dança para idosos

    De acordo com Corraza (2001) a dança na terceira idade é fundamental para desenvolver os estímulos dos sentidos, entre eles cita:

  • Visual – Ver os movimentos e transformá-los em atos;

  • Tátil – Sentir os movimentos e seus benefícios para seu corpo;

  • Auditivo – Ouvir a música e dominar o seu ritmo;

  • Afetivo – Emoções e sentimentos transpostos na coreografia;

  • Cognitivo – Raciocínio, ritmo, coordenação;

  • Motor – Esquema corporal.

    No aspecto social autores registram que a dança revela as idosas uma forma de diversão, uma maneira de buscar novas amizades, manter as que já existem, um meio de inclusão na sociedade e na sua própria família que é o fator principal para elas (Ribeiro, 2010).

    Souza et al. (2010) afirmam que a dança como atividade recreativa aparece como uma alternativa de trabalho coletivo, que estimula a solidariedade, fazendo com que haja uma diminuição das tensões e das angústias, e conseqüentemente incentiva a idosa a buscar a socialização e o prazer de estar com pessoas da mesma faixa etária.

    Uma alternativa válida para se adaptar ao envelhecimento é a recreação, a participação coletiva, que estimula a solidariedade. As atividades de convivência em grupo como a recreação, a dança e outras atividades de socialização são necessárias para a manutenção do equilíbrio social do idoso, afastando-o do isolamento (Souza e Metzner, 2009).

    Para Garcia et al (2009), a dança vista como atividade física auxilia o idoso a sair do isolamento provocado pela aposentadoria, contribui para a independência social, melhora a condição geral do indivíduo, ocorrendo também uma diminuição do preconceito cultural imposto pela sociedade.

    Conforme Merquiades et al (2009), os dados de estudos que enfatizaram a relação entre atividade física e qualidade de vida demonstraram que idosos mais ativos vivem com mais satisfação, pois encontram na prática da atividade física um modo de terem suas vidas com a quantidade de doenças minimizadas, um bem estar físico e mental, melhor convívio social e maior disposição na realização de tarefas diárias.

    Qualidade de vida nada mais que ser analisada pelas seguintes variáveis: domínio físico, social e psicológico. Dentre as formas de avaliação, podemos registrar as que se baseiam na sensação de bem-estar e saúde, na satisfação com diversas áreas da vida, no diferencial entre o que o indivíduo deseja ou espera ter e o que tem, e ainda na funcionalidade (Souza et al., 2010).

    A dança, de acordo com Souza et al. (2010) tem como objetivo trabalhar o organismo do individuo harmoniosamente, respeitando as suas emoções, o seu estado fisiológico, desenvolvendo habilidades motoras, o autoconhecimento e ainda possibilitando benefícios como: prevenção e combate a situações estressantes; estimular a oxigenação do cérebro; melhorar o funcionamento das glândulas; reforçar os músculos e a proteção das articulações; auxiliar no aumento do desempenho cognitivo, da memória, da concentração e da atenção, proporcionar cooperação, colaboração, contato social; estimular a criatividade, a melhora da autoestima, da autoimagem e o resgate cultural.

    A dança como forma de expressão e comunicação, estimula as capacidades humanas e pode ser incorporada à linguagem oral, por exemplo. Assim como as palavras são formadas por letras, os movimentos são formados por elementos, a expressão estimula e desenvolve as atividades psíquicas de acordo com os seus conteúdos e forma de ser vivida, tanto quanto a palavra (Almeida, 2005).

    Uma das sugestões para se trabalhar com este público é a prática da dança, já que esta desenvolve o individuo integralmente. Como atividade física, a dança talvez seja a mais completa de todas, por dar manutenção da força muscular, sustentação, equilíbrio, potência aeróbica, movimentos corporais de total amplitude e mudanças do estilo de vida (Souza et al., 2010).

    Na terceira idade o corpo é afetado de um modo geral, sendo que os membros inferiores são os mais prejudicados, pois com o passar do tempo surgem limitações ligadas ao declínio das capacidades físicas, perdas na aptidão funcional, entre outras, e a dança pode beneficiar as idosas, retardando esses fatores que comprometem sua condição física. (Bocalini; Santos e Miranda, 2007).

    Chiarion (2007), diz que uma atividade física, sendo praticada de forma regular e sistemática, aumenta e mantém a aptidão física da pessoa, podendo elevar a melhora do bem estar funcional, o menor índice de mobilidade e mortalidade, tendo como ponto principal a promoção de saúde controlando as doenças relacionadas à idade.

    Ao relacionar os aspectos físicos com a prática da atividade física, segundo Garcia et al. (2009), percebe-se que as idosas ficam mais dispostas e ativas para as atividades da vida diária e de trabalho,além de adquirirem uma melhor locomoção e um sono mais tranquilo. Já, ao comparar a atividade física com os aspectos psicológicos, constata-se que as idosas estão mais satisfeita com sua autoimagem e autoestima e, conseqüentemente vêem um melhor sentido de viver.

    A dança como atividade física é importante para as idosas porque estimula as funções do organismo, previne o diabetes, a hipertensão, a osteoporose, causa uma melhora no aparelho locomotor, auxiliando assim em suas atividades diárias (Silva, 2007)

    Dançar na terceira idade não é só uma maneira divertida de mexer o corpo, habilidades como força, ritmo, agilidade, equilíbrio e flexibilidade também são desenvolvidas e trazem bem estar e saúde aos idosos. Quando dançam, eles fazem um esforço maior para memorizar a seqüência dos passos e precisam se concentrar para não invadir o espaço do parceiro. Além disso, se lembram de experiências e sensações vividas no passado, quando a música os remete à juventude (Miranda, 2010).

    A maioria dos idosos não esta interessada em performance artística, mas sim em uma atividade prazerosa com movimentos fáceis e ao mesmo tempo desafiadores e com ritmos variados. (Paiva et al., 2009).

    O objetivo da dança é o de trabalhar com um mecanismo harmonizador, respeitando as emoções, os estados fisiológicos, desenvolvendo habilidades de movimentos, exercendo possibilidades de autoconhecimento e possibilita os seguintes benefícios: prevenção e combate de situações estressantes, estimula a oxigenação do cérebro, melhora no funcionamento das glândulas, reforço dos músculos e proteção das articulações, conhecimento do seu corpo, melhora da capacidade motora, melhora do desempenho cognitivo, melhora da memória, concentração e atenção, proporciona cooperação e colaboração, contato social, criatividade, melhora da autoestima e auto-imagem e estimula o resgate cultural (Gobbo e Carvalho, 2005).

    Segundo Franco (2003), o idoso tem direito a educação, cultura, esporte, lazer, diversões, espetáculos, produtos e serviços que respeitem sua peculiar condição de idade.

    Por meio de um estilo de vida ativo, pode-se promover a estimulação cognitiva, estimular o envelhecimento saudável e prevenir declínios que levam ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas (Coelho, 2013).

    Dançar aumenta a freqüência cardíaca, estimula à circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e queima muitas calorias. A dança de salão é essencialmente uma atividade social e provoca uma sensação de bem-estar psicológico. Permite a troca de experiências, estimula o diálogo e aumenta a motivação (Freitas et al., 2007).

    Quando se pratica dança, você reduz o estresse, aumenta a energia, e melhora o tônus muscular. Embora a dança de salão não trabalhe tão intensamente como a musculação, ela pode realmente fortalecer os músculos, especialmente a parte traseira das coxas e os glúteos, contribui para o controle de peso, excelente exercício cardiovascular, fortalece os ossos das pernas e quadris, aumenta o equilíbrio e a coordenação motora. A dança é movimento. Desenvolve a consciência de como o corpo se move e como funciona o seu controle corporal. A dança desafia a percepção espacial e do outro, que está envolvido na dança, desenvolve o sistema circulatório, melhora a capacidade mental, contribui para a boa postura e alinhamento corporal, desenvolve o controle pessoal e principalmente contribui para a interação social (Souza; Barnieri e Souza, 2013).

    Os ritmos que os idosos costumam vivenciar com mais freqüência nos clubes são: forró, bolero e valsa. Sendo estes dançados em casal, ritmado e com passos específicos para cada tipo de dança. Há também a Dança Sênior para os idosos, que surgiu em 1974, na Alemanha, sob a liderança de Ilse Tutt, onde em 1977 foi fundada a Federação Nacional de Dança Sênior na Alemanha. Foi introduzida no Brasil por Christel Weber em 1978. A partir de 1982 passou a ser aplicada no Ancianato Bethesda, culminando com a criação da Associação de Dança Sênior em 1993, em Pirabeiraba – SC (Cassiano et al., 2009).

    Segundo a Associação de Dança Sênior, a Dança Sênior objetiva a busca da autoestima e a integração do grupo, promovendo o bem-estar dos participantes. A dança trabalha com o corpo através de coreografias criadas a partir de músicas instrumentais e movimentos ritmados. É realizada em grupo e com seus participantes em círculo, ora sentados, ora em pé, ora em pares, em fileiras ou dispersos pelo salão. As coreografias da Dança Sênior são ensinadas, de forma padronizada, pelos dirigentes, sendo que, os mesmos também realizam cursos para que possam aprimorar, aperfeiçoar e aprender novas coreografias (Vieira e Rabelo, 2007).

    Afirma Cassiano et al. (2009) que a dança sênior é uma atividade socializante, saudável, benéfica, mantém a boa saúde e ajuda a conduzir as limitações da idade, estimula a motricidade dos músculos e a mobilidade das articulações, proporcionando uma melhor coordenação motora e maior segurança através do domínio do corpo. Através da dança o indivíduo idoso poderá ter maior adesão à prática de atividades físicas passando de sedentário a ativos. Pois, além de ter benefícios psicológicos e sociais, melhora as capacidades físicas como: o equilíbrio, flexibilidade, e agilidade.

    A Dança Sênior é uma atividade voltada para a população idosa que envolve a música e a atividade física; exige dos participantes movimentos amplos, rápidos e lentos, coordenados, simultâneos, ritmados, acompanhando a marcação do dirigente e do grupo. O repertório é diversificado, do ponto de vista de ritmos, coreografias e complexidade de movimentos. Esse fato favorece a adequação da Dança Sênior ao grupo, às suas demandas físicas, cognitivas e emocionais, visto que cada idoso realiza os exercícios dentro dos seus limites e capacidades (Vieira e Rabelo 2007).

Conclusão

    Conclui-se que a dança, como forma de atividade física, trabalha a atenção, concentração, percepção, lateralidade, ritmo, memória recente, orientação espacial, estimulando diversas habilidades psicomotoras e cognitivas do idoso, além de melhorar a coordenação motora e o condicionamento físico associado à sensação de satisfação física e emocional do idoso e também propicia benefícios para o corpo e a mente.

    A prática da dança ainda promove benefícios em relação ao combate ao stress, o estímulo e a oxigenação do cérebro, o reforço dos músculos e a proteção das articulações, além da melhora da flexibilidade, do equilíbrio e da postura, possibilitando também o convívio social. A dança contribui de forma significativa para a qualidade de vida, favorecendo a saúde em todos os aspectos, tais como a freqüência cardíaca, estimula à circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e queima de calorias.

Fonte: http://www.efdeportes.com/efd207/beneficios-da-danca-para-idosos.htm

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